Curso de datilografia

Estou, dia a dia, escrevendo mais rápido no celular. Que conquista! Fiz curso de datilografia, lá no século passado, aprendendo a usar  os dedos das duas mãos no teclado da máquina de escrever. Pensa agora ter que voltar a ser ” dedógrafa”, expressão que se usava na época da datilografia para  denominar  a pessoa que escrevia na máquina com um dedo de cada mão, como agora no celular. Da máquina de escrever e de fotos de filmes revelados em locais escuros para não velar até a tecnologia atual, passou muita água em baixo da ponte. Esses dias, fazendo a circulação da edição deste mês de abril do Jornal Integração da Serra, houvi, em conversa informal, uma moradora de Faria Lemos afirmar que não deveriam ter inventado o celular. A conversa girava em torno de leitura e no entender dessa senhora e de inúmeras outras pessoas, o celular afastou muitos jovens dos livros. Sobre essa avaliação, houvi um contra ponto de uma psicóloga, segundo a qual as respostas para os anseios da maioria dos jovens nascidos no século 21 não estão nos livros. Entendo, até porque na era digital é só lançar o assunto no Google, entre outros, para aparecerem inúmeras informações. Fácil assim? Não! Toda e qualquer informação precisa de contextualização. Ai que mora o perigo da ignorância digital. A questão da ” dedografia” é só um detalhe.

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